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Cobrança extrajudicial vs judicial: quando usar cada uma

Esther Howard's avatar

Renova Acordos

2024-11-15 • 7 min
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Duas etapas, um processo

Quando falamos de cobrança condominial, existem duas grandes etapas: a extrajudicial e a judicial. Entender quando usar cada uma — e como integrá-las — é fundamental para uma gestão eficiente da inadimplência.

O que é cobrança extrajudicial

A cobrança extrajudicial acontece antes de qualquer ação na Justiça. Envolve:

  • Comunicação direta com o inadimplente por telefone, e-mail, carta ou WhatsApp
  • Negociação de prazos e condições de pagamento
  • Tratativas para chegar a um acordo
  • Registro de todas as tentativas de contato

A grande vantagem dessa etapa é a agilidade: não depende do sistema judiciário e pode resolver o problema em dias ou semanas.

O que é cobrança judicial

Quando o extrajudicial não resolve, a cobrança judicial entra em cena. Isso significa:

  • Ação de cobrança movida contra o inadimplente
  • Processo formal no Judiciário
  • Possibilidade de penhora de bens, incluindo o próprio imóvel
  • Execução forçada quando há sentença favorável

O processo judicial é mais demorado e depende do trâmite do Poder Judiciário, mas é uma ferramenta poderosa quando necessária.

Quando usar cada abordagem

Comece pelo extrajudicial

Na maioria dos casos, faz sentido iniciar pela cobrança extrajudicial:

  • É mais rápida
  • Tem custo menor
  • Preserva melhor o relacionamento
  • Muitos inadimplentes pagam nessa fase

Avance para o judicial quando

  • O inadimplente não responde às tratativas
  • Há recusa em negociar
  • Os valores são significativos
  • Há risco de prescrição da dívida
  • O extrajudicial se esgotou

O problema de "jogar de mão em mão"

Um erro comum é tratar extrajudicial e judicial como serviços separados. O condomínio contrata uma empresa para cobrar, não dá certo, aí contrata um advogado para entrar com ação, aí perde o histórico, aí...

Esse modelo fragmentado gera:

  • Perda de informações
  • Retrabalho
  • Inconsistência
  • Atrasos desnecessários

A vantagem da operação integrada

Quando extrajudicial e judicial são conduzidos pela mesma operação, com o mesmo histórico e os mesmos critérios:

  • O processo flui naturalmente de uma etapa para outra
  • Não há perda de informações
  • Os advogados conhecem o caso desde o início
  • A gestão tem visão unificada

Jurídico integrado, não jurídico separado

O ideal é que o jurídico não seja apresentado como "ameaça" ou "último recurso dramático". Ele deve ser uma camada técnica que sustenta a estratégia e dá continuidade ao fluxo quando necessário.

O objetivo nunca é "judicializar tudo". É ter um caminho claro e previsível para cada situação.


A etapa judicial depende de critérios e necessidade de cada caso.

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Comentários
Esther Howard's avatar

Esther Howard

Apr 17, 2024

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